As
22700 urnas eletrônicas
fabricadas em 2006 foram utilizadas
para reposição dos
modelos mais antigos. O parque do
TSE conta hoje com cerca de 450
mil urnas eletrônicas que
devem atender a 5565 municípios.
Graças aos anos dedicados
ao negócio de automação
eleitoral, a Diebold Procomp espera,
ainda neste ano, exportar urnas
para países da América
Latina. "Temos alguns negócios
em andamento e poderemos utilizar
a estrutura global de nossa empresa
mãe, a Diebold, para levar
nosso conhecimento e ampliar os
negócios nessa área",
diz Abud. Ele explica que a urna
brasileira é um projeto de
propriedade de design do TSE, mas
que a empresa já possui um
framework de conhecimento desse
negócio. "Somos o fornecedor
global melhor preparado para atender
a este nicho de mercado", completa.
Ciclo
de vida
A
venda de caixas-eletrônicos
também não decepcionou.
Em função do período
de substituição dos
equipamentos com mais de cinco anos,
que começou em 2006 e se
estenderá até o final
de 2007, alguns dos principais bancos
do país já iniciaram
seu roll out. Os negócios
fechados nesta área de maior
volume foram com o Bradesco e o
Banco do Brasil.
O
Bradesco adquiriu 5800 equipamentos.
Além de substituírem
as máquinas antigas, que
já eram da Diebold Procomp,
os novos equipamentos fizeram parte
de uma expansão nos pontos
de atendimento do banco em todo
o país. Entre os equipamentos
comprados estão 3200 terminais
de saque expresso, 2148 terminais
de auto-atendimento bancário
(ATMs) e 470 equipamentos de emissão
de cheque expresso. A entrega e
instalação dos terminais
começaram em outubro e esse
processo deve durar 12 meses. “Trata-se
de uma venda realizada em 2006,
mas que movimentará nossas
fábricas durante quase todo
o ano de 2007”, diz Abud.
O
negócio com o Banco do Brasil
não foi menor. O banco optou
por adquirir mais 1195 equipamentos
da Diebold Procomp de acordo com
a quantidade adicional de até
25% que a lei permite para contratos
fechados por licitações.
Os negócios iniciais foram
firmados em 2005 para a aquisição
de 4078 ATMs e em 2006 para a compra
de 890 terminais de senha (TDS)
e 2670 terminais de chamada de clientes
(TMFTC). Os acréscimos englobam
outros 608 ATMs aderentes à
norma de acessibilidade, 457 novos
terminais de senha e 130 terminais
de chamada de cliente. “A
previsão é entregar
e instalar todos os equipamentos
ainda no primeiro semestre de 2007”,
comenta Ruy Barquete, diretor de
Conta da Diebold Procomp. Além
da venda, está prevista a
manutenção das máquinas
por três meses, no caso dos
ATMs, e um ano para os outros terminais.
Outsourcing
global
Desde
que direcionou sua estratégia
para o crescimento da área
de serviços, a Diebold Procomp
vem ampliando a participação
desse segmento no faturamento da
unidade brasileira. Em 2006, a venda
de produtos respondeu por 42,1%
do total, enquanto a área
de serviços obteve a participação
expressiva de 57,9% do bolo. Em
serviços, o outsourcing é
o nicho que mais cresce. No ano
passado apurou uma expansão
de 20%. “Não só
crescemos internamente, mas levamos
o modelo de outsourcing brasileiro
para a Diebold em todo o mundo.
Tanto é que a equipe brasileira
foi escolhida para desenvolver a
plataforma global de serviços
de terceirização”,
lembra Abud.
O
modelo e o sucesso da operação
de terceirização das
redes de auto-atendimento estão
consolidados. Pioneira nesse mercado,
atuando desde meados de 1999, a
empresa prosperou nesta nova empreitada
porque oferecia possibilidade de
redução de custo para
os bancos. “É impossível
pensar em um banco que não
ofereça conveniência
a seus clientes. As redes de auto-atendimento
são fundamentais porque desafogam
as agências e porque atendem
às necessidades dos usuários.
Mas o negócio dos bancos
não é operar equipamentos
de TI e o outsourcing surge como
solução que beneficia
a todos os envolvidos, pois aumenta
a disponibilidade dos pontos e é
isso que o correntista quer –
encontrar o caixa-eletrônico
funcionando sempre que precisar
– e traz vantagens operacionais
e financeiras para as instituições”,
analisa Abud.
No
cômputo geral, os resultados
positivos da empresa responderam
ao planejamento prévio e
à estratégia da companhia.
Destaca-se, na verdade, novamente,
a equipe de engenheiros, técnicos
e profissionais extremamente comprometidos
com a visão de excelência
da empresa e que deram conta de
cada desafio. “O sucesso é
explicado pelo time que montamos.
Todos acreditam na companhia e estão
dispostos a realizar com qualidade.
Por isso, tivemos condição
de encarar projetos como o das lotéricas,
das urnas, entre outros. Temos sempre
a certeza de que há uma retaguarda
técnica pronta para embarcar
em todos os projetos que levem a
empresa a novos patamares”,
elogia Abud. |