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EMPRESA CRESCE 14% E OUTSOURCING 20%

Com um faturamento batendo na casa do primeiro bilhão, a Diebold Procomp encerrou 2006 com resultados excelentes. A taxa de crescimento, em termos de faturamento, foi de 14%, se comparado com o ano anterior. “Estamos vivendo um período especial em que o modelo brasileiro de negócio está sendo observado e exportado e em que o Brasil está cada vez mais envolvido com projetos globais da companhia”, comemora João Abud Junior, presidente da empresa. Para ele, os resultados de 2006 se traduzem na manutenção da liderança de mercado, de boa lucratividade e expansão do segmento de serviços sobre produtos.

Os fatores que puxaram os bons resultados de 2006 foram, sobretudo, os grandes projetos nacionais, como a venda de equipamentos para as lotéricas e urnas eletrônicas, além da venda de ATMs associada ao serviço de outsourcing da operação de redes de auto-atendimento. Dentro do segmento de produtos, as ATMs representaram a maior parte do bolo, com 40%; os terminais lotéricos ficaram com 24,4% do total, enquanto as urnas somaram 17,3%.

“O projeto das lotéricas, que vencemos em parceria com o Bradesco em 2005, foi uma das marcas de 2006. Além de representar um volume interessante no faturamento, confirmou nosso talento para desafios dessa envergadura e para fazer o que ninguém havia feito. Criamos um terminal financeiro-lotérico 100% brasileiro, substituímos um fornecedor antigo com grande vantagem para os cofres públicos e implantamos em prazo recorde”, comemora o presidente.

Na área de automação eleitoral, a Diebold Procomp venceu mais uma licitação do TSE - Tribunal Superior Eleitoral. Desta vez, para a fabricação de 22700 urnas, além de serviços e peças. A vitória nessa disputa não foi exatamente uma surpresa já que a Diebold Procomp foi a única fornecedora a se apresentar para a empreitada. Esse fato inédito em licitações do TSE demonstra que fabricar urnas eletrônicas não é um simples trabalho de integração, mas exige competência de Engenharia, inteligência em Logística, capilaridade nacional e a melhor equipe técnica do mercado.


As 22700 urnas eletrônicas fabricadas em 2006 foram utilizadas para reposição dos modelos mais antigos. O parque do TSE conta hoje com cerca de 450 mil urnas eletrônicas que devem atender a 5565 municípios. Graças aos anos dedicados ao negócio de automação eleitoral, a Diebold Procomp espera, ainda neste ano, exportar urnas para países da América Latina. "Temos alguns negócios em andamento e poderemos utilizar a estrutura global de nossa empresa mãe, a Diebold, para levar nosso conhecimento e ampliar os negócios nessa área", diz Abud. Ele explica que a urna brasileira é um projeto de propriedade de design do TSE, mas que a empresa já possui um framework de conhecimento desse negócio. "Somos o fornecedor global melhor preparado para atender a este nicho de mercado", completa.

Ciclo de vida

A venda de caixas-eletrônicos também não decepcionou. Em função do período de substituição dos equipamentos com mais de cinco anos, que começou em 2006 e se estenderá até o final de 2007, alguns dos principais bancos do país já iniciaram seu roll out. Os negócios fechados nesta área de maior volume foram com o Bradesco e o Banco do Brasil.

O Bradesco adquiriu 5800 equipamentos. Além de substituírem as máquinas antigas, que já eram da Diebold Procomp, os novos equipamentos fizeram parte de uma expansão nos pontos de atendimento do banco em todo o país. Entre os equipamentos comprados estão 3200 terminais de saque expresso, 2148 terminais de auto-atendimento bancário (ATMs) e 470 equipamentos de emissão de cheque expresso. A entrega e instalação dos terminais começaram em outubro e esse processo deve durar 12 meses. “Trata-se de uma venda realizada em 2006, mas que movimentará nossas fábricas durante quase todo o ano de 2007”, diz Abud.

O negócio com o Banco do Brasil não foi menor. O banco optou por adquirir mais 1195 equipamentos da Diebold Procomp de acordo com a quantidade adicional de até 25% que a lei permite para contratos fechados por licitações. Os negócios iniciais foram firmados em 2005 para a aquisição de 4078 ATMs e em 2006 para a compra de 890 terminais de senha (TDS) e 2670 terminais de chamada de clientes (TMFTC). Os acréscimos englobam outros 608 ATMs aderentes à norma de acessibilidade, 457 novos terminais de senha e 130 terminais de chamada de cliente. “A previsão é entregar e instalar todos os equipamentos ainda no primeiro semestre de 2007”, comenta Ruy Barquete, diretor de Conta da Diebold Procomp. Além da venda, está prevista a manutenção das máquinas por três meses, no caso dos ATMs, e um ano para os outros terminais.

Outsourcing global

Desde que direcionou sua estratégia para o crescimento da área de serviços, a Diebold Procomp vem ampliando a participação desse segmento no faturamento da unidade brasileira. Em 2006, a venda de produtos respondeu por 42,1% do total, enquanto a área de serviços obteve a participação expressiva de 57,9% do bolo. Em serviços, o outsourcing é o nicho que mais cresce. No ano passado apurou uma expansão de 20%. “Não só crescemos internamente, mas levamos o modelo de outsourcing brasileiro para a Diebold em todo o mundo. Tanto é que a equipe brasileira foi escolhida para desenvolver a plataforma global de serviços de terceirização”, lembra Abud.

O modelo e o sucesso da operação de terceirização das redes de auto-atendimento estão consolidados. Pioneira nesse mercado, atuando desde meados de 1999, a empresa prosperou nesta nova empreitada porque oferecia possibilidade de redução de custo para os bancos. “É impossível pensar em um banco que não ofereça conveniência a seus clientes. As redes de auto-atendimento são fundamentais porque desafogam as agências e porque atendem às necessidades dos usuários. Mas o negócio dos bancos não é operar equipamentos de TI e o outsourcing surge como solução que beneficia a todos os envolvidos, pois aumenta a disponibilidade dos pontos e é isso que o correntista quer – encontrar o caixa-eletrônico funcionando sempre que precisar – e traz vantagens operacionais e financeiras para as instituições”, analisa Abud.

No cômputo geral, os resultados positivos da empresa responderam ao planejamento prévio e à estratégia da companhia. Destaca-se, na verdade, novamente, a equipe de engenheiros, técnicos e profissionais extremamente comprometidos com a visão de excelência da empresa e que deram conta de cada desafio. “O sucesso é explicado pelo time que montamos. Todos acreditam na companhia e estão dispostos a realizar com qualidade. Por isso, tivemos condição de encarar projetos como o das lotéricas, das urnas, entre outros. Temos sempre a certeza de que há uma retaguarda técnica pronta para embarcar em todos os projetos que levem a empresa a novos patamares”, elogia Abud.

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